quarta-feira, 10 de março de 2010

O viés da Mídia a que nos submetemos!

E ganhou a máquina de guerra

Filme vencedor transforma os assassinos que dizimam culturas em heróis-santos.

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Análise

LUIZ BOLOGNESI

ESPECIAL PARA O ESTADO [Caderno 2, de 09/03/2010]

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Ao contrário do que parece à primeira vista, a polarização entre Avatar e Guerra ao Terror não traduz uma disputa entre cinema industrial e cinema independente, nem batalha entre homem e mulher. O que estava em jogo e continua é o confronto entre um filme contra a máquina de guerra e a economia que a alimenta e outro absolutamente a favor, com estratégias subliminares a serviço da velha apologia à cavalaria. Avatar foi acusado nos Estados Unidos de ser propaganda de esquerda. E é. Por isso é interessante. No filme, repleto de clichês, os vilões são o general, o exército americano e as companhias exploradoras de minério do subsolo. Os heróis são o "povo da floresta". A certa altura, eles reúnem todos os "clãs" para enfrentar o invasor americano.

Clãs? Invasor americano? Que passa?

É difícil entender como a indústria de Hollywood conseguiu produzir um filme tão na contramão dos interesses do país e transformá-lo no filme mais visto na história do cinema. Esse fato derruba qualquer teoria conspiratória, derruba décadas de pensamento de esquerda segundo a qual a indústria de Hollywood está sempre a serviço da ideologia do fast-food e da economia que avança com mísseis, aviões e tanques. Como explicar esse fenômeno tão contraditório?

Brechas, lacunas na história.

Ou como diria Foucault, a história é feita de acaso senão de uma continuidade lógica cartesiana.

A necessidade do grande lucro, da grande bilheteria mundial produziu uma antítese sem precedentes chamada James Cameron.

O homem de Titanic tinha carta branca. Pelas regras da cultura do "ao vencedor, as batatas", Cameron podia tudo por que era capaz de fazer explodir as bilheterias mundiais.

Mas calma lá, cara pálida, uma incoerência desse tamanho, você acredita que passaria despercebida?

O general americano, vilão?

As companhias americanas que extraem minério debaixo das florestas tratadas como o império das sombras?

Alto lá. Devagar com o andor, mister Cameron.

Aí, alguém chegou correndo com um DVD na mão. Vocês viram esse filme da ex-mulher do Cameron?

Não, ninguém viu?

Então vejam. É sensacional. Ao contrário de Avatar, nesse DVD aqui o soldado americano é o herói.

Aliás, mais que herói, ele é um santo que arrisca sua própria vida para salvar iraquianos inocentes.

Jura? Temos esse filme aí?

Sim, o pitbull americano é humanizado e glamourizado, mais que isso, ele é santificado.

Então há tempo.

Guerra ao Terror estreou no Festival de Veneza há dois anos.

Por acaso eu estava lá como roteirista de Terra Vermelha, do diretor italiano Marco Bechis, e fui testemunha ocular da história.

O filme da diretora Kathryn Bigelow foi absolutamente desprezado pelos jornalistas e pelo público.

E seguiu assim. Indo direto ao DVD, em muitos países, sem passar pelas salas de cinema.

Até ser resgatado pela indústria americana como um trunfo necessário para contestar Avatar e reverenciar a máquina de Guerra e o sacrifício de tantos jovens americanos mortos e decepados em campo de batalha.

Trabalhando num projeto para o mesmo diretor italiano, que pretendia fazer um filme sobre os viciados em guerra no Iraque, eu pesquisei o assunto durante alguns meses. Tudo muito parecido com o filme de Bigelow, exceto por um detalhe. O detalhe é que os soldados americanos que se tornam dependentes da adrenalina da guerra tornam-se assassinos compulsórios e não salvadores de vidas. O sintoma dos viciados em guerra é atirar em qualquer coisa que se mexa, tratar a realidade como videogame e lidar com armas e balas de verdade como um brinquedo erótico.

Se Guerra ao Terror representasse nas telas essa dimensão da realidade, seria um filme sensacional, mas não teria levado o Oscar, podem apostar.

Guerra ao Terror venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados.

A cena extremamente longa e minimalista em que os jovens soldados americanos em situação desprivilegiada combatem no deserto os iraquianos é o que, se não uma cena clássica de caubóis cercados por apaches?

Sem nenhuma surpresa para filmes desse gênero, os garotos americanos vencem, matamos iraquianos sem rosto, como os caubóis faziam com os apaches no velho-oeste. A cena do garoto iraquiano morto, com uma bomba colocada dentro do corpo por impiedosos iraquianos, que literalmente matam criancinhas, tem a sutileza de um elefante numa loja de cristais.

Propaganda baratíssima da máquina de guerra.

No filme de Cameron, os na'vi azuis podem ser os apaches que derrotam o general e expulsam a cavalaria americana.

Mas isso é apenas uma ficção. Na vida real do Oscar, a cavalaria precisa continuar massacrando os apaches. ●


 

Luiz Bolognesi é roteirista de filmes como Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Camisinhas contra a extinção


Domingo, 14 de fevereiro, é Dia dos Namorados em grande parte dos países do Hemisfério Norte. Para marcar a data, a organização ambientalista americana Centro para Diversidade Biológica decidiu distribuir 100 mil camisinhas nos Estados Unidos.
A idéia é conscientizar o povo da América sobre os riscos da superpopulação humana no planeta, atualmente beirando os 7 bilhões de pessoas.
"Com 6,8 bilhões, a raça humana é não apenas a maior população de mamíferos da Terra, mas a maior população de mamíferos que já existiu", dizem os ativistas, destacando que o alto padrão de consumo dos países ricos já levou o Homem a absorver metade do estoque de água doce e a ocupar metade do território do planeta.
As embalagens das camisinhas, com imagens como estas que ilustram o blog, são estampadas por espécies ameaçadas pelo constante avanço da população humana e dão dicas sobre como estabilizar a população.
O design é de Lori Lieber, a arte do Endangered Species Print Project.
Foram escolhidos para o projeto ursos polares, espécies americanas de peixe, coruja e besouro, o jaguar e o sapo coquí guajón. Além das imagens, os criadores da campanha criaram slogans com versinhos intraduzíveis, usando gírias sinônimas do órgão sexual masculino.
Se essa moda pega, logo teremos no Brasil coisas do tipo: "Proteja o seu pilão/Salve o mico-leão" ou "Agasalhe o pingolin/salve o apuim" e por aí vai...
Alô ONGs brasileiras: ainda faltam quatros meses para o Dia dos Namorados!
Original em : http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/

Atitudes que ajudam a preservar o meio ambiente e a saúde

1. Economize água

9. Evite produtos descartáveis

2. Prefira produtos biodegradáveis

10. Não jogue óleo de cozinha na pia

3. Procure consumir alimentos orgânicos

11. Evite transporte individual

4. Consuma menos carne

12. Compre carros eficientes e menos poluentes

5. Não crie animais silvestres

13. Exercite-se: use a bicicleta como meio de transporte e percorra curtas distâncias a pé

6. Cultive áreas verdes, como gramados e jardins

14. Economize energia elétrica

7. Reduza o uso de embalagens e sacolas plásticas

15. Exerça seus direitos de cidadã

8. Separe seu lixo e leve-o para a reciclagem

 

Carta do PV aberta à população

Excesso de chuva, enchente, calor intenso são apenas alguns sinais da natureza em resposta à interferência do homem, que desmatou as florestas, impermeabilizou as cidades, poluiu o ar, as águas e segue espalhando o lixo por todo o planeta. As mudanças climáticas já são uma realidade e as consequências do aquecimento global atingem a todos nós.


 

Há mais de 20 anos, o Partido Verde vem alertando a sociedade que é preciso adotar uma nova atitude, um novo modelo de desenvolvimento e com isso combater a devastação das florestas e o esgotamento dos recursos naturais do planeta.


 

Presente em mais de cem países, o Partido Verde defende que é preciso mudar esta situação enquanto é tempo. É possível crescer, manter a estabilidade econômica e gerar renda tendo como base a desenvolvimento sustentável e o respeito à natureza. Só assim é possível ter saúde, educação, transporte de qualidade, emprego, saneamento básico e garantir qualidade de vida às presentes e às futuras gerações.


 

Para atingir a este objetivo, é preciso utilizar com inteligência e responsabilidade um instrumento que permita transformar o mundo que temos no mundo que queremos: a política.


 

E é por acreditar em uma nova forma de fazer política, que o Partido Verde vem até você para fazer um convite especial: junte-se a nós nesta luta, esteja conosco nas eleições de 2010 e ajude a tornar o mundo socialmente mais justo, economicamente mais viável e ambientalmente mais equilibrado. Lembre-se: É a natureza que sustenta a vida.


 

Venha para o Partido Verde: www.pvsp.org.br

Telefone: (11) 3628-4300


 

sábado, 19 de dezembro de 2009

Convenção Nacional do PV - 2009

Finalizamos o ano com a nossa convenção que se realizou no dia 19/12/2009, na Assembléia Legislativa de São Paulo, com a presença de toda a cúpula do PV e da Senadora Marina Silva, nossa Candidata a Presidência da República.

Alguns fragrantes de que foi também uma bela festa de cidadania.


Eu e o companheiro Cláudio Manuel, na segunda fileira da plenaria, ao lado a plenaria já lotada.

Na mesa principal, a senadora Marina Silva, sentada a sua direita o Vereador Penna, discursando o Sr. Guilherme Leal, vice de Marina, e a sua direita o dep. Gabeira, ao lado o saguão de entrada da Assembléia.


Eu, o dep. José Tóffano e Cláudio Manuel, a direita a senadora Marina Silva no Ato Público em defesa de um Brasil Sustentável, realizado logo após a convensão.

Eu, com meu chapéu, acompanhando a Senadora Marina Silva no Ato Público.

E chegaram as Festas de Fim de Ano


O jantar de confraternização do PV foi cercado pelos amigos, num clima de muita harmonia e alegria, abaixo alguns momentos da festa que foi realizada no último dia 15/12/2009 no Clube de Regatas Tietê;



Eu e o Maurício Brusadin, atual presidente estadual do PV-SP, e com o Dr. Helio Amorim, Coordenador dos Pré-Candidatos do PV.

Com Vereador Penna, Presidente Nacional do PV, e com Carlos Galeão Camacho – Presidente Municipal do PV-SP.


Minha família e amigos no jantar.


Aqui quando fui apresentado ao público presente.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Governos latino-americanos e mudança climática

A BBC-Brasil, produziu um mapa e quadro muito interessante, e preocupante ao mesmo tempo sobre emissão de CO2, que recomendo verem, para melhor se posicionarem quanto as atitudes governamentais do mundo em relação ao assunto.

Governos latino-americanos e mudança climática